CDDH recebe edição do Cine Pagu nesta quinta-feira para debater educação

 

 

CDDH recebe edição do Cine Pagu nesta quinta-feira para debater educação

Vem aí mais uma edição do Cine Pagu!

Mais uma edição especial do nosso cineclube, o Cine Pagu debate Educação propõe um encontro para uma discussão fundamental. Dando continuidade ao debate da última edição, exibiremos o filme "Quando sinto que já sei", para tratar da possibilidade de práticas educacionais inovadoras. Como é a escola que sonhamos? Para que serve a educação na nossa sociedade? Queremos, apesar do crítico cenário da educação, nos permitir a ousadia de sonhar com uma escola pública diferente. Para o debate, receberemos a Cecilia Pinheiro, professora e participante da reconfiguração da prática escolar do Centro Educacional Comunidade São Jorge, no bairro Independência, e a Ligia Marques Bronzi, professora da rede pública de ensino. 

> Dia 13 de setembro | 18:30 no CDDH- Petrópolis 
(Rua Monsenhor Bacelar, 400 - Centro)
> Entrada gratuita!!


QUANDO SINTO QUE JÁ SEI, 2014
Direção: Anderson Lima, Antonio Lovato, Raul Perez 
País: Brasil
Gênero: Documentário
Duração: 78 minutos
Classificação: Livre
Sinopse: O documentário registra práticas educacionais inovadoras que estão ocorrendo pelo Brasil. A obra reúne depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais de diversas áreas sobre a necessidade de mudanças no tradicional modelo de escola. Projeto independente, o filme partiu de questionamentos em relação à escola convencional, da percepção de que valores importantes da formação humana estavam sendo deixados fora da sala de aula.

 

Link do evento no facebook: Cine Pagu: Quando sinto que já sei

 

Quem foi Pagu? 

Pagu (1910-1962) foi uma escritora, jornalista, produtora cultural e militante política brasileira. Foi a primeira mulher brasileira a ser presa política no século XX.

Patrícia Rehder Galvão (1910-1962), conhecida como Pagu, nasceu em São João da Boa Vista, em São Paulo, no dia 9 de junho de 1910. Filha de uma tradicional família paulista se comportava fora dos padrões da época, fumava na rua, falava palavrões e usava roupas pouco convencionais.

Com 15 anos, Pagu já colaborava com o Brás Jornal, com o pseudônimo de Patsy. Em 1928, com dezoito anos completou o curso de professora na Escola Normal de São Paulo. Nesse mesmo ano, conhece o casal Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, que haviam fundado o Movimento Antropófago e se integra a esse Movimento. Em 1930, causa um escândalo na sociedade conservadora da época, quando Oswald de Andrade se separou de Tarsila e passa a viver com Pagu, grávida de seu primeiro filho. No mesmo ano nasce Rudá de Andrade.

Três meses após o parto, Pagu viajou pra Buenos Aires, para um festival de poesia, lá conheceu Luís Carlos Prestes e voltou entusiasmada com as ideias marxistas. Na volta filia-se ao Partido Comunista Brasileiro, junto com Oswald.

O apelido de “Pagu”, a escritora recebeu do poeta Raul Bopp, que por engano pensou que seu nome fosse Patrícia Goulart, e para ela escreveu o poema “Coco de Pagu”. Em 1931, intensificam-se suas atividades no Partido Comunista. Junto com Oswald fundou o jornal “O Homem do Povo”, que apoiava o grupo da esquerda revolucionária. Ao participar de uma greve de estivadores em Santos, Pagu foi presa pela polícia do governo de Getúlio Vargas.

Em 1933 Pagu publica “Parque Industrial”, sob o pseudônimo de Mara Lobo. A obra é uma narrativa urbana sobre a vida das operárias da cidade de São Paulo. Nesse mesmo ano, inicia uma viajem pelo mundo, como correspondente de vários jornais, deixando Oswald e o filho. Visita os Estados Unidos, o Japão e a China e a União Soviética.

Em 1935, filia-se ao partido comunista na França sendo presa em Paris como comunista estrangeira. Com identidade falsa volta ao Brasil. Separa-se do marido e ao retornar às suas atividades jornalísticas é novamente presa e torturada pelas forças da ditadura, passando cinco anos na cadeia.

Em 1940, ao sair da prisão, Pagu tenta o suicídio, rompe com o Partido Comunista e passa a defender o socialismo e ingressa na redação do jornal “A Vanguarda Socialista”. Em 1945 casa-se com o jornalista Geraldo Ferraz e dessa união nasce seu segundo filho Geraldo Galvão Ferraz. Em 1946 passa a colaborar com diversos jornais, entre eles, A Manhã, O Jornal, A Noite e o Diário de São Paulo. Com o pseudônimo de “King Shelter” escreveu contos de suspense para a revista “Detetive”, dirigida por Nelson Rodrigues.

O casal se muda para a cidade de Santos, onde Geraldo é redator do jornal, A Tribuna de Santos. Nas eleições de 1950, Pagu tenta sem sucesso uma vaga para deputada estadual. Em 1952 passa a frequentar a Escola de Arte Dramática de São Paulo. Dedica-se especialmente no incentivo a grupos amadores de teatro e leva seus espetáculos para Santos. Liderou a campanha para a construção do Teatro Municipal, além de fundar a Associação dos Jornalistas Profissionais. Criou também a União do Teatro Amador de Santos.

Em 1962, Pagu voltou a Paris, para o tratamento de um câncer. Sem êxito, tenta novamente o suicídio. Muito doente, publica no jornal “A Tribuna”, o poema “Nothing”.

Pagu faleceu em Santos, São Paulo, no dia 12 de dezembro de 1962.

Fonte da biografia: https://www.ebiografia.com/pagu/ disponivel em 13/09/2018