Consciência Negra: O Negro na sociedade Brasileira

 

Por Jean Costa ( Historiador e Educador Popular do Projeto Arte-Educação, do CDDH Petrópolis) em novembro de 2013.

 

O que ficou do Negro no Brasil é resultado da própria negação do Negro na sociedade brasileira. Nesta afirmação, se demonstra a importância, num passado recente e na atualidade, das ações afirmativas do Movimento Negro. 

A construção de uma sociedade segundo a qual o trabalho escravo só foi possível em um contexto sócio-econômico em que mulheres e homens escravizados, além de força de trabalho, tornam-se mercadoria valiosa, denuncia o processo histórico de desumanização do Negro em nossa sociedade.

Tanto no período Colonial quanto Imperial brasileiro, o trabalho escravo e o tráfico de almas, eram as mais importantes forças de sustentação de uma economia agro-exportadora, que buscava extrair lucros de monopólio da colonia. No período republicano, o Negro não mais ocupa o lugar de “não humano”, mas representa uma categoria de humano inferior. Ideia que encontra respaldo entre os teóricos  do embranquecimento. 

Como legado deste passado, observamos no hoje, um segmento social discriminado e criminalizado.

 

Fonte: Texto reprduzido da edição 04, de novembro de 2013, do Boletim do CRDH-RJ