Feminismo em pauta: organizações realizam evento para falar sobre o poder das mulheres

Por Juliana Oliveira em 31.08.2015

Inspiradas por diversas mulheres, integrantes  do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH), da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA), da Marcha Mundial das Mulheres -RJ  e do Coletivo Feminista Maria Só Ria realizaram, no último dia 29/08, um evento feminista, que propôs a reflexão sobre a trajetória da mulher na sociedade e o histórico de resistência e luta.

 

Além do debate central, o grupo de aproximadamente 60 pessoas, também participou de uma oficina prática de fanzine, publicação independente, que geralmente pe elaborada, de forma criativa, por entusiastas de diversas temáticas. No universo do feminismo os fanzines são utilizados para divulgar, de forma bem humorada, as diversas bandeiras do movimento e ampliar o debate sobre o empoderamento da mulher.
 
Maria Luiza Barbosa, integrante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), movimento internacional criado no ano 2000, aproveitou o momento para registrar que o primeiro passo desta luta é desnaturalizar a violência. Malú lembrou, ainda, um dos objetivos do coletivo " Mudar a vida das mulheres, para mudar o mundo, para  mudar a vida das mulheres".

Após uma abertura de integração feita pelas organizadoras do evento, foi criado um mural de referências, que ficou exposto até o final da atividade. Nomeado de " As mulheres da Nossa Vida", o quadro incialmente vazio, foi quase completamente preenchido, restando apenas alguns espaços, talvez, para muitas mulheres que ainda virão.

 

Com um breve relato, cada participante homenageou a 'mulher de sua vida'  e, neste momento, a emoção de cada um ficou visível. "Essa é uma das poucas coisas que mulher ainda pode fazer e não é cobrada...Mulher ainda pode chorar", disse Carla de Carvalho, da Coordenação executiva do CDDH, após o seu registro.

Ainda  resgatando o histórico de obrigações atribuídos à mulher nas mais diversas sociedades, Monique Britto , Assistente Social da CAMTRA, retomou a importância de lutar pela autonomia em conjunto. "As mulheres têm sempre uma série de cobranças e imposições... Precisamos sempre nos fortalecer e o processo de fortalecimento ocorre da gente para a gente  e com a gente", disse.

 

Entre os presentes, estavam também, muitos jovens dos projetos Florescer e ArticulAção, ambos do programa Arte-Educação & Direitos Humanos, do CDDH. Divididos em dois grupos, uma parte deles participou do debate e troca de experiências, que aconteceu no salão pricipal, enquanto a outra ficou na oficina proposta, que resultou na criação de diversos fanzines .... E vale lembrar que as publicações, que foram apresentadas ao final do evento, renderam muitos aplausos!