Situação de moradores de rua é tema de audiência pública que acontece hoje

Por Juliana Oliveira

Acontecerá esta noite (13/07) a segunda audiência pública sobre a população em situação de rua no município de Petrópolis. A reunião está marcada para 18h30, na  Câmara Municipal de Petrópolis, e deverá contar com a presença de setores do poder público, organizações religiosas e da sociedade civil, que trabalham em benefício dos moradores de rua na cidade.

O objetivo deste segundo encontro é  apresentar à população o andamento das atividades deste primeira etapa do trabalho de rede, que prevê um futuro composto por atendimento integrado, entre o poder público e diversas organizações da sociedade civil. Agendada pelo vereador Silmar Fortes (PMDB), a primeira audiência aconteceu no dia 11/05, e foi mobilizada a partir das reclamações de moradores do distrito de Corrêas, sobre o comportamento dessas pessoas na localidade.  

Como encaminhamentos desta primeira reunião, representantes da  Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH), da Secretaria de Trabalho Assistência Social e Cidadania (SETRAC), do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua  (Centro POP), do Núcleo (NIS), da Pastoral de Rua, além do vereador Silmar Fortes (PMDB), encontram-se para a reativação da Rede de assistência, com a intenção de qualificar o atendimento a esta população no município.

Em março deste ano foi inaugurado na cidade, o  Centro POP, Centro de Referência Especializado para população em Situação de Rua, previsto no Decreto n°7.053/2009 e na Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais.  Já como referência para esta população desde 2003, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH) esteve presente na primeira audiência e compõe a rede, com o intuito de contribuir para o diagnóstico e para a efetivação de práticas de atendimento integrado. Além disso, o CDDH realiza, desde a primeira audiência, uma parceria com a equipe do Consultório de Rua, que atualmente está oferecento atendimento aos moradores que procuram diariamente os serviços da organização.  Da mesma forma, várias organizações religiosas trabalham, historicamente, com atendimento a esta população. É o caso da  Pastoral de  Rua, que  também defende a proposta de criação de uma rede integrada de serviços e  participa das reuniões.
 
Nesta perspectiva, os integrantes do grupo recém criado fizeram uma análise dos avanços conquistados desde o início do trabalho e delinearam os pontos de abordagem, que serão apresentados na audiência pública de hoje. Entre as propostas a serem divulgadas estão a criação de um evento de capacitação dos agentes e divulgação da própria rede, um material contendo informações como o diagnóstico preliminar deste público na região e o fluxo de serviço voltado para ele.

 

Apesar da participação dos vários setores citados,  a falta de representantes da área de saúde e saúde mental do município, ainda é apontada como uma das grandes carências para a efetiva realização do serviço em rede e a expectativa é de que algum representante destes órgãos esteja presente  na reunião desta noite.