O que entendemos por Justiça Ambiental?  Devemos partir da premissa de que um meio ambiente saudável deveria ser um direito universal e não somente de determinada classe econômica em nossa atual sociedade.

O que temos atualmente disseminado é que a crise ambiental que estamos vivenciando é global e generalizada.

Os efeitos de tal crise ambiental e de seus resultados nocivos ao ser humano não são democráticos, eles não atingem a sociedade de uma maneira totalizante. Todos são atingidos, mas não da mesma forma.

Existe diferença entre classes quando falamos de justiça ambiental? Como cada classe social é atingida? Quem paga o preço de descuido ambiental proferido por mineradoras, indústrias petrolíferas, agronegócio e, vindo para a realidade petropolitana, – as cervejarias.

Devemos debater e entender a questão da situação global. De acordo com a Carta da Terra: “Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e sao causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.”

O Papa Francisco fala que “Hoje não podemos desconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social que deve integrar a justiça nas discussões sobre o ambiente, para escutar tanto o grito da Terra quanto o grito dos pobres”. Nesse sentido o pensamento do Diálogos CDDH deste mês: DIREITOS HUMANOS e JUSTIÇA AMBIENTAL traz questões inerentes a esse discurso.

Dedicaremos este próximo encontro a Justiça Ambiental e a debates que buscam discutir o quanto o ser humano tem influenciado na destruição do meio em que vive e que necessita que esteja em equilíbrio para viver bem.  O CDDH, presidido por Leonardo Boff, acumula experiência no debate ambiental e na importância do respeito à todas as formas de vida do planeta. Traz o tema ambiental voltado para a lógica que permeia o trabalho da instituição desde a sua fundação: as tragédias socioambientais e a questão da justiça para todos de nossa sociedade.

  A proposta do evento do dia 26 é apresentar o acúmulo do Frederico Procópio, Secretário de Meio Ambiente do município de Petrópolis para dialogar com a realidade da nossa cidade.    Será uma possibilidade de confrontarmos o ideal com o que vivemos e para pensarmos de maneira coletiva novas estratégias para vencermos as dificuldades impostas pela realidade social e ambiental de nossa cidade.

Serviço:

Diálogos CDDH – DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA AMBIENTAL

Data: 26/10 (Quinta-feira)

Horário: 19 horas

Local: CDDH-Petrópolis

Endereço: Rua Monsenhor Bacelar, n400 Centro

-EVENTO GRATUITO-

-NÃO É NECESSÁRIO REALIZAÇÃO DE INSCRIÇÃO PRÉVIA-

-HAVERÁ EMISSÃO DE CERTIFICADO-

– LOCAL COM ESTACIONAMENTO GRATUITO –

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